quinta-feira, 30 de junho de 2011

1. Bianca Alves - Love?

Love?


             Suzana estava indo trabalhar pela manhã, quando esbarrou com um homem muito atraente. Ele, gentil, disse:
- Desculpe, desculpe mesmo.
- Não, sou eu que me desculpo, está tudo bem!
            Meio tonta ela seguiu seu caminho de sempre, já no trabalho e com mais calma, se deu conta de que tinha trocado o celular com o homem atraente.
“E agora, eu nem sei o nome dele...”, pensou ela. Ligo dentão para o celular “dela” e conseguiu falar com ele. Marcaram de se encontrar no final do dia num para devolverem o celular um do outro.
- Oi! Que confusão, não é?
- É, mas tive muita sorte de ser você!
Totalmente vermelha, Suzana estava admirada com aquele rapaz.
- Nem sei seu nome!
- Meu nome é Pablo, muito prazer.
Naquele momento Suzana sentiu algo mais, estava ficando encantada, interessada por ele.
- Sabe, acho que eu já te vi por aí, você pega o metrô, né?
Então Suzana começou a lembrar dele, ele era um cara normal que ela nunca tinha percebido, pegava o mesmo trem que ela todos os dias.
- Sim, acho que também já te conheço.
- Como esse mundo é pequeno!
- É, vamos beber algo, então?
Ela continuou sua noite com o Pablo, o incrível homem que era um desconhecido que virou conhecido, pois já estava à vontade com ele. Talvez fosse o destino, afinal todos os dias via tantas pessoas e num simples empurrão acabou conhecendo melhor o passageiro que ela via todos os dias. 

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2. Bianca A. Deimling - Indecisão

Indecisão

          
         “Quer um conselho? Não se apaixone”. Esse, talvez, seja o conselho mais difícil a se seguir. Ninguém escolhe se apaixonar, isso é algo que acontece naturalmente.
Mas e se pudéssemos escolher nos apaixonar ou não? O que eu deveria ter escolhido? Nunca ter me apaixonado por você? É, acho que eu nunca deveria ter me apaixonado por você.
As pessoas dizem que o amor machuca. Mas, depois de te conhecer, descobri que são as pessoas que machucam. O amor é só um sentimento, sem culpa pelas atitudes que as pessoas tomam, chamando isso de “amor”.
Então, deveria eu me apaixonar outra vez? Talvez um dia, se eu achar a pessoa certa. Se é que existe isso! Bom, eu só quero achar alguém que me mostre que eu estava errada sobre querer desistir do amor. Porque é o que estou prestes a fazer: desistir! Desistir do amor. Ou talvez desistir de procurar... Eu vou é deixar que me achem. Quem sabe? Algum dia alguém há de me achar. Sem pressa...
Enquanto isso eu preciso apenas aprender a amar. Por que quem poderia me ensinar? Isso é algo que se aprende naturalmente, ou talvez nem se aprenda... Só preciso aprender mesmo é como lidar com essa indecisão. Ela não vai me fazer desistir! 

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3. Byanca Kayser - O dia começa

O dia começa


            O dia começa e eu já penso “vou me atrasar”, mas acabo não me atrasando para a aula. Fato, a escola é muito fria e cheia de gente esquisita, acho que as únicas pessoas “menos esquisitas” são eu e a outra Bianca.  
Os professores são legais, loucos mas esforçados. Ah, já ia me esquecendo do Gustavo, esse é um caso perdido, já chega fazendo bagunça e diz:
- E aí, Bi? – com aqueles cumprimentos de “soquinhos”, cumprimento também dessa forma.
Gosto muito da turma, mas é uma turma bagunceira.
Saindo da escola vou para minha casa, onde passo a menor parte do tempo, chego e meu irmão já grita:
- Tata, Tata! Mãe, a Tata chegou.
Eu fico toda boba e já pergunto:
- Oi vida, tu me ama?
- Sim, eu te amo.
Assim eu ganho meu dia, aí almoço, ele come comigo já pedindo suco, refrigerante e assim vai o meu almoço. Saio para o trabalho, depois passo 30 minutos na parada só para voltar para casa e, quando chego nela, de novo meu irmão vem, dizendo que está com saudades de mim. Tomo banho, janto e ele fica ali “grudadinho” comigo, sempre pertinho de mim.
Assim é meu dia, assim será no outro e no outro.

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4. Bruno


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5. Cassiana Mikaela dos Reis - Escrevendo uma carta pra mim

Escrevendo uma carta pra mim


            Oi, como você está? Conseguiu alcançar seus objetivos, está com um emprego bacana e é feliz?
              Estou escrevendo esta carta para eu ler no futuro e saber como estou, se fiz tudo que falei e escrevi. Sei que quando somos pequenos vemos as coisas de forma diferente, tudo parece ser muito fácil. Só quando crescemos nos damos conta que são mais complicadas do que parecem.
            Tenho 15 anos agora, enquanto escrevo esta carta, pretendo abri-la quando tiver 40 anos. 25 anos terão passado nesse meio tempo... Será que minha vida estará igual? Estarei bem, terei filhos, serei aquela mesma menina risonha, mas no corpo de uma mulher?
            Sei que passarei por muitas crises, isso é normal. A crise dos 40 não é fácil, mas para tudo se dá um jeito... Espero que quando eu ler esta carta eu já tenha perdido esse costume de gritar, mas se não, paciência.
            Sei que a vida não é fácil, mas seja forte e lute pela sua felicidade e nunca se esqueça que sua melhor amiga sou eu! 

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6. Catiele Tais Backaus - Saudades

Saudades


          Hoje senti saudades, saudades de momentos bons, de amigos, de alguém. Penso que não deveria sentir isso, ou não poderia, não sei, apenas senti algo que me perseguiu durante todo o dia, que sempre levará meus pensamentos até você. Senti saudades do que deveria ter feito e sentido um dia, mas não fiz. Lembrei do teu sorriso, do teu cheiro e do teu perfume, que até hoje me persegue! Do gosto da tua boca... Lembrei de como foi confortável ficar com você. Dos momentos, das poucas palavras, das longas conversas no msn – as conversas que marcaram minha vida...!
Como tudo foi tão perfeito – ou como deveria ter sido. Lembrei do teu jeito único de me olhar, lembrei dos maravilhosos sorrisos e gargalhadas que já dei com você! Lembrei dos momentos ruins, das muitas lágrimas que por ti já derramei. E mesmo eu forçando para não sentir saudade... Hoje você me fez muita falta! Mais falta do que já havia feito, ou que algum dia imaginei que pudesse fazer! Não deveria sentir? Não poderia? Não tenho resposta... Apenas senti! Mesmo que amanhã não sinta mais, que depois não exista, que tudo isso passe, hoje eu senti! E mesmo que nunca tenha feito sentido, que nunca faça (apesar de eu acreditar que ainda fará sentido...), eu senti! Eu senti! Não preciso ter vergonha nem esconder. E mesmo que, ainda sim, você acredite que eu não deva u não possa sentir, hoje eu senti. Se foi certo ou não, também não sei. Senti saudade por ter sido bom e ruim ao mesmo tempo. Por ter sido curto e longo. Por ter sido real e imaginário. Por ter sido forte e fraco. Talvez, por ter sido apenas um  momento... Um momento bom que nunca mais vai voltar.
Mas não vou desistir, pois se nada tenho, por tudo lutei. E sem me arrepender no futuro, poderei dizer que tentei. 

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7. Deivid Arthur Gorgel Rosa - O Violeiro

O Violeiro

         
            Um grande sonho de um violeiro era ser famoso e ter uma vida melhor do que a que vivia no momento. Ele morava num velho barraco que servia de pouso para os pássaros que ali cantavam alegremente.
              Largado na vida, ele ganhava seu sustento fazendo shows em bares da cidade todos os dias. Ele saía do seu barraco para tentar mudar sua vida. Num desses dias ele levanta cedo e pensa “mais um dia como os outros”, sai de casa a caminho da cidade para o seu primeiro show do dia, num bar com poucas pessoas. Ele pega sua viola e começa a tocar, uns minutos depois já não tem ninguém no bar, só os garçons que ali limpavam as mesas. Ele pensa “será que é tão ruim minha música?”. Ele para então o show e pede ao garçom que traga uma cachacinha para ele. Tomou a primeira e não parou mais, e ali ficou até fechar o bar.
             Quando chega o final da tarde, hora de fechar o bar, ele volta para casa, refletindo sobre sua vida, pensa “para que melhor do que a vida que tenho humildemente? Não preciso de sucesso para ser feliz” e segue assim rumo ao seu barraco.
           Chegando em casa, vê o quanto é bom morar ali, os pássaros cantando e os animais que ali se acomodam. Então, como hoje e sempre, nada melhor do que viver em paz e feliz com o que se tem. 

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8. Deivid da Rosa Wamms - Beleza Natural

Beleza Natural

           
           Sentado numa praça observando a natureza, me chama a atenção uma mulher negra. Não pelo fato de ela ser negra, mas sim por estar sentada chorando. Penso em vários motivos que poderiam fazer uma mulher estar naquele estado, com toda aquela beleza natural, penso que não deveria ser por motivos amorosos.
            Pensava em me aproximar, mas ficaria sem jeito, não saberia por onde começar, o que falar... Vejo que suas lágrimas já não caem como antes.
            Estaria mais calma ou apenas teria se conformado com o que a tinha feito chorar? Percebo quando um homem se aproxima dela, começam a discutir e então ele se retira e ela volta a chorar desesperadamente. Julguei errado ao pensar que por sua beleza deslumbrante não seriam lágrimas por amor. Afinal, o motivo parecia ser ela estar apaixonada por alguém que não lhe dava o devido valor.
            As aparências enganam, agora aprendi a não tirar conclusões precipitadas pela beleza, jeito de se vestir, falar ou pela cor da pele. É... As aparências enganam.

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9. Dionata Santos da Rosa - Um casal diferente

Um casal diferente


O anão, disposto a implantar pernas mecânicas, sai de casa às 6h30min da manhã. Atravessa a rua correndo e pega o embalo para subir o cordão. Com seu 1 metro e 22 centímetros, encontra uma anã de 1 metro e 20 centímetros. Um belo par, unidos pela altura. Ele olha para ela de canto, e ela toda suja e tisga de fome, pouco olha para ele.         
“Ué, nem rolou uma química?”, pensou ele.
O anão diz então “oi” para a anã, e ela com seu rosto meio abatido, diz um “oi” sutil e meigo, sem muita expressão.
Mas voltando ao assunto das pernas mecânicas, como fica? No momento ele fica em silêncio e pensativo, com os olhos vidrados, e pensa que o melhor é não implantar as pernas mecânicas, mas sim se entregar para a anã, que do seu ponto de vista é a mais linda e bela.
Ele a puxa pela mão e a convida para dar uma volta com ele, ela então abre um sorriso lindo e aceita a proposta do anão. Ela pede a ele água e comida, e se possível um bom banho. Ele então chama para si a responsabilidade, e a leva para sua casa. Bem, não é preciso falar mais nada, não é? Hehe, os dois conversaram e se acertaram.
Não é um conto de fadas, mas os anões depois daquele dia viveram felizes para sempre. 

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10. Eliandra Souza - Sorrisos e olhares... onde estão aqueles tempos?

Sorrisos e olhares... onde estão aqueles tempos?

            
          Quantas vezes deixamos de sorrir a alguém? Quantas vezes deixamos de olhar a alguém? Nos arriscamos a perder um grande amor, uma grande amizade e relacionamentos com pessoas ao longo da vida pelo simples medo de sorrir ou olhar.
            Quando sorrimos para alguém, percebemos que a vida é tão bela... ainda mais se a outra pessoa corresponde ao nosso sorriso.
            Como seres humanos, precisamos de um olhar, uma demonstração de afeto para sermos felizes. Abraçar, beijar e chorar correspondem à nossa alegria diária. Até mesmo o olhar de um cão abandonado nos mostra o quanto precisamos ser amados e o quanto precisamos amar. É isso que nos completa, é disso que depende nossa felicidade.
            Mas arranjamos tempo para isso? Hoje não vemos mais a simplicidade de antigamente. As pessoas mal se olham. Será que o tempo tira nossa inocência e nos deixa apenas a experiência? A cada segundo, sentimos que não somos mais os mesmos.
            Então, o que nos custa sorrir para alguém? Talvez isso não faça muita diferença na nossa vida, mas talvez faça toda a diferença na vida da pessoa para quem se destina nosso sorriso.,.
            De casa à escola, de casa ao trabalho... temos três segundos para um olhar, um sorriso?

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11. Gideon Bueno - No balanço do ônibus...

                      No balanço do ônibus...


Há aquele casal de namorados, feliz, que não percebem de mais ninguém no local. Ao lado deles, um velhinho olha como quem lembra da juventude “perdida”. Logo em frente há um menino mal humorado, ouvindo seu mp3, fugindo de qualquer perturbação. E a criança que não para de chorar pela atenção da mãe.
A menina do banco de trás também ouve seu mp3, mais faz questão de exibir seu aparelho, obrigando todos os outros passageiros a ouvirem sua música também. A irmã prefere ler um livro durante a viagem. O trabalhador deseja apenas cochilar um pouco, chegar em casa, tomar banho, comer e dormir novamente.
Ao lado dele, uma estudante consulta compulsivamente seu relógio, preocupada com a hora, rezando para não se atrasar para a prova. Enquanto isso, o vendedor distribui balas de graça para todos.
A mãe berra com o filho que, em pé no banco, resolve por a cabeça para fora da janela; enquanto o senhor da face enrugada efetua movimentos contínuos com as mãos suadas, tentando resistir ao vício do cigarro. O menino tímido, com o rosto coberto de sardas, se esconde da mesma moça de pele morena e olhos negros de sempre, e permanece a admirá-la em silêncio.
Um grupo de jovens bêbados mexe com as pessoas da rua e batuca pelos lados do ônibus, totalmente fora de ritmo. A mocinha ao lado puxa seu espelho e retoca seu gloss enquanto percebe seu cabelo impecável totalmente amassado após um longo cochilo.
Fim de mais uma viagem, fim de mais uma reunião de conhecidos que não se conhecem. Amanhã, todos se encontrarão novamente. 

12. Gregory Marques - Vida passageira

Vida passageira

            
            Como em toda cidadezinha pequena, a humildade e a calma andam sempre lado a lado, fazendo assim com que aqueles acostumados ao sossego fiquem amedrontados com as barbaridades que tanto ouvem falar sobre a cidade grande.
            Um homem novo, de estatura média que nasceu e cresceu em Barrentino, cidadezinha ao norte do estado de São Paulo, assim como todos de lá, passava por certos tipos de dificuldades, por um acaso, eram financeiras, até porque dava pra contar nos dedos as pessoas das pequenas cidades que passavam por problemas de saúde, antigos dizem que o sossego fazia bem, talvez estivessem certos.
            Aos 26 anos de idade ele toma uma atitude, e com o dinheiro guardado com tanto esforço, consegue arrumar uma casinha – humilde mas em um bom bairro – em São Paulo, capital. Suas dificuldades, conforme o tempo, o deixaram ambicioso e ignorante, sua cabeça pensava apenas em crescer, um problema pelo qual muitos passam hoje. De alguma forma, tinha que arrumar dinheiro, então fez de seus dias uma extrema correria, largando currículos em todos os lugares.
            Assis Fernando, dono de uma grande empresa em São Paulo, tem uma ideia de passar nas residências para fazer um certo tipo de pesquisa, pois queria saber o índice de rejeição da população ao pedir um alimento, fingindo ser muito pobre.
            Depois de alguns dias com a pesquisa, o investidor passa por aquela casa, jardim meio descuidado, paredes sem reboco e resolve abordar o dono de forma diferente: vestido de mendingo, com roupas sujas, rasgadas e com o rosto muito envelhecido com artifícios de maquiagem. Bate então na porta do dono da casa. Esse abre a porta com cara de nojo, enquanto o investidor diz:
            - Com licença, o senhor teria algum alimento ou alguns trocados? Estou longe de casa e não tenho o que comer.
            Olhando dos pés à cabeça desse homem, o dono da casa retruca:
            - Saia daqui, cara, você está imundo, como tem coragem de me pedir dinheiro, se estivesse limpo poderia até te arranjar algo.
            O investidor, pasmo com tanta falta de humanidade, sai de lá. Muitos dias se passaram e esse dono da casa continuava esperando propostas de trabalho, respostas ao seu currículo. Ele recebe então uma ligação que dizia para ele se encaminhar para a Statecity, maior empresa de investimentos do estado de São Paulo.
            Ao chegar lá, depois de subir de elevador pela primeira vez em sua vida e enfrentar imensas salas de espera, ele se sentou e aguardou a pessoa que o entrevistaria.

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13. Jenifer da Costa Batista - A dominação pelas mulheres

A dominação pelas mulheres

            
            Rotina é sempre a mesma, nunca muda. Alguns trabalham e estudam, outros brincam e se divertem, é sempre assim. Comigo não é diferente, trabalho, estudo... Quem não trabalha é porque é menor de idade, porque não tem estudo ou porque a preguiça não deixa.
          Quem não trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro. Quem trabalha consegue até inventar uma escada rolante, por exemplo.
            Trabalho muito e agora, nos momentos vagos, arrumo meu roupeiro, mas é raro isso acontecer.
            Conheço uma pessoa que é bem preguiçosa e trabalha comigo, não gosta de limpeza nem arrumação e sempre diz:
- Há três coisas que eu exijo que a mulher nasça sabendo: limpar, passar e cozinhar.
Eu sempre respondo:
- E o homem tem é que trabalhar e pagar as contas, não é mais do que a obrigação.
Os homens acham que a rotina das mulheres é ficar na frente do fogão, fazendo comida e cuidar das crianças... Essa era já passou faz muito tempo, hoje a rotina das mulheres é outra, agora nós é que estamos dominando.
Os homens andam até sem rumo com essa nova rotina e estão tentando driblar as mulheres, mas agora já é tarde demais para tentar fazer algo. Eles são insistentes e querem acabar com o nosso domínio, o que não vai ser nada fácil para eles, e eu só olho e rio.
Sabe que eu não conseguia dominar as coisas que acontecem no mundo, mas com o passar dos anos foi mais fácil aprender e claro que minha  mãe – meu anjo da guarda – ajudou, ela sempre me mostra o que é certo ou errado, agora eu consigo me virar em várias situações. 

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14. Jennifer Nipper - Vida Nova

Vida Nova


Pela janela ela observava o passarinho que aos poucos fazia seu ninho. Ele trazia um capim seco, trançava e ia buscar outro. Às vezes ele voltava com uma fita de plástico (coisas da vida moderna), e, sem discriminação, o estranho material também era usado na construção do ninho. Os reflexos do sol nas folhas verdes faziam com que elas, ainda com as gotas do sereno matinal, ficassem ainda mais vivas e frescas.
O dia estava muito bonito e isso era muito bom. “Chega de sofrer”, pensou ela, chega de tristeza, de agora em diante seria diferente. Viva a nova vida!
Devagar o passarinho ia construindo o seu ninho. Ela, observando com muita atenção, ia se enchendo de esperança e ao mesmo tempo esquecendo um pouco de sua própria vida. Enquanto ela estava ali, apreciando aquela cena, já não se lembrava de tudo que havia acontecido com ela.
Ficar ali observando aquele animalzinho trabalhar, indo de um lado para o outro, foi um excelente indicativo de que além daquele dia ela também iria construir uma vida nova, mais feliz.
Instantes depois ela foi interrompida:
- Com licença, senhora! O seu café. Açúcar ou adoçante?
- Açúcar, por favor.
- Só mais um instante. Daqui a pouco o senhor Barbosa vai atendê-la.
- A senhora trouxe os documentos? Vais começar a trabalhar hoje mesmo, não é?
Tudo que ela conseguiu foi pensar “quem me dera eu fosse assim como eles, que além de uma vida tranquila, tem muita liberdade e nada nem ninguém para se meter nas coisinhas deles...”

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15. Leonardo Kasper - Amor

Amor


Amor... o que é amor? É um sentimento que pode fazer alguém ficar muito feliz ou triste. Muitas vezes quando se inicia, ele chega devagar, aos poucos. Ele traz muitas pessoas para a nossa vida até chegar a certa.
Existem vários tipos de amor, amor entre amigos, familiares e aquele que é entre duas pessoas. Esse está muito desvalorizado hoje em dia. O casamento, por exemplo, está quase esquecido, extinto, pois a maioria das pessoas não quer mais casar, só “se juntam” para depois ficar mais fácil se separar.
Isso muitas vezes acontece simplesmente por não existir amor entre os dois desde o começo.
A minha opinião sobre isso é que as pessoas deveriam ter mais amor pelas outras, e não casar pensando em separar. Eu, por exemplo, quando for me casar, vou ficar com ela para sempre.

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16. Leonardo Nunes - Um Contador

Um contador


Nome: Rogério Tavares. Profissão: contador da Boloa Tec, uma dessas empresas de médio empreendedorismo. Tem uma vida razoavelmente boa, normal, é casado, tem dois filhos, um menino e uma menina.
Tudo estava normal naquela quinta-feira, Rogério estava voltando do trabalho e como de costume pegou o trem das 19 horas e sentou-se na última fileira, no banco próximo à janela. Estava chovendo, ele começou então a pensar naquelas coisas que todo mundo pensa quando está chovendo, quando se está num elevador ou numa sala de espera. Pensou no trabalho, lembrou que estava há tempos querendo pedir um aumento, pensou também em sua família.
Após divagar um pouco, olhou ao seu redor para tentar puxar assunto com alguém, aquelas conversinhas paralelas sobre o tempo. Porém não havia ninguém muito p´roximo, o mais perto estava a duas fileiras à frente e estava dormindo. Olhou para a janela e de relance viu um mendigo tentando escapar da chuva, se cobrindo com jornais e papelão. O trem sempre passava por cima de uma pequena favela, o que provocava muita tristeza no peito desse contador, que sentia muita pena daquela gente que morava em casas tão simples de beira de calçada, com uma fachada dizendo que é um lar.
“Gente nasceu para brilhar”, pensou ele, não para morrer de fome... É como se os homens da era do paleolítico ainda habitassem em nossas cidades, pois os homens das cavernas estão por aí catando lixo para saciar a fome.
O trem chegou à estação em que Rogerio deveria descer, agora o trajeto até sua casa seria a pé. Então, quando saia da estação, viu o que pareceu ser um animal catando comida entre os detritos. Olhando mais atentamente, viu que não era um cão, não era um gato, não era um rato, não era um bicho... “Vida injusta”, pensou o contador. 

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17. Maicon Rodrigues - Amor

Amor

            
           Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora em que você percebe que ter dez pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e que ter apenas uma é o mesmo que ter dez ao mesmo tempo.
            Nessas horas surge sempre aquela tradicional perguntinha! E aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala? Isso com certeza é amor, não digo eu, mas várias pessoas saem por aí em festas à procura de alguém para ficar, mas isso não significa nada, amor é você procurar um companheiro (a) para tudo na vida, para te apoiar, ajudar nos momentos mais difíceis e comemorar cada dia do seu lado como se não existisse mais nada nesse mundo. Um companheiro para sair para passear, fazer picnic no parque, jantar, etc.
            Amor não é apenas curtir a vida só beijando por aí, amor é muito mais do que isso, pode ter certeza. O meu caso mostra isso, eu queria tudo isso que o amor dá, mas o jeito dela era diferente, só queria curtir. Então passei a entender melhor ainda o amor, e quando encontrei o verdadeiro amor da minha vida passei a fazer tudo que eu falei: olhamos filmes, fazemos picnic e passeamos por aí de mãos dadas. Isso com certeza é o verdadeiro amor.

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18. Maiquiele Rother - Namoro de hoje

Namoro de hoje

             
             Hoje em dia o namoro é algo estranho, mas divertido. Há muitos tipos: o namoro rápido de quem “fica” hoje e amanhã já acaba; tem o namoro vai e vem, que acaba e volta; tem também o namoro sério. Esse sim dura como o meu... estou namorando há oito meses. Tem ainda o namoro casamento, do tipo em que as pessoas moram juntas, mas ainda são apenas namorados.
            Aposto que você já viveu um namoro assim ou está vivendo. Namorar é bom, né, estar com uma pessoa que a gente gosta, ir ao cinema olhar um filme juntinho, dar uma volta de mãos dadas. É tão bom você não se sentir sozinho...
Se eu te contar que meus pais namoraram 1 ano e se casaram, meu pai foi o primeiro namorado da minha mãe e estão juntos há 18 anos, dia 24 de setembro faz 19. No mesmo dia eu farei um ano de namoro... Ainda lembro exatamente do primeiro encontro, como tudo começou, o primeiro olhar, as primeiras palavras. Foi mágico, a gente se sente no céu com tanto carinho.
            Amor é tão bom, namorar é como comer chocolate, a gente se sente bem calma, mas se comer demais a pessoa fica elétrica. Namoros no começo são calmos, mas com o tempo passa a ficar cada vez melhor, né?

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19. Mateus Dorneles - Opção

Opção


             Eu, como todo dia de segunda a sexta, vou para a escola, E. E. Vila Becker, onde a aula começa às 7h30 e vai até às 11h50min.
            Sempre que chego no colégio vou para meu grupinho de amigos, onde falamos bobagem e damos uma de “rádio patro”, mas popularmente falando, somos fofoqueiros. Os assuntos são variados, os mais comuns, das diversas formas, diversas personalidades.
            Algo que é muito discutido em nosso grupinho é o preconceito contra o homossexualismo, pois no século em que vivemos isso se tornou muito comum, mas ainda muito discriminada, especialmente por pessoas de mais idade.
            Com certezas muitos, assim como eu, já presenciaram cenas de preconceito. Uma vez estava esperando o ônibus no “paradão” aqui em Novo Hamburgo e, a uns quinze metros de distância de onde eu estava, havia um casal de lésbicas abraçadas, quando uma senhora chegou e começou a xingá-las: “Vocês são nojentas, não acreditam em Deus porque se acreditassem não fariam isso, pois a Bíblia diz isso e aquilo...”. Resumindo: a velha ofendeu muito as garotas.
            Ao presenciar essa cena fiquei pensando em como tantos fazem isso, será que está certo? Sabemos que todo mundo tem livre arbítrio para fazer o que quiser, mas isso é muito injusto. Afinal, é uma questão de opção de cada um.

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20. Mateus Rodrigues - Feliz Natal, professor!

                     Feliz Natal, professor!

            
          É dezembro outra vez. Nem percebemos. O bom é que sobrevivemos. Stress? Ora, quanta bobagem! Foi apenas mais um ano, igual aos outros.
Conquistas? Muitas... mas mais conflitos, mais cobranças, alunos mais interessados, escolas mais equipadas, salários reajustados conforme a lei e muito mais.
Desempenho? Vai depender do número de alunos que você aprovou. E no corre-corre da profissão, você nem percebeu o quanto foi interrogado, avaliado. Também não deu tempo. Perdido no meio de tantos testes e provas, não é mesmo possível perceber como foi desacreditado pela sociedade. Mergulhado entre uma infinidade de trabalhos, esqueceu até do anonimato de sua função.
Poucos se lembrarão de você. Não se aborreça, é hora de comemorar o aperfeiçoamento do sistema educativo, as reformas radicais que nem passaram pelo crivo do verdadeiro ator do processo educativo: você.
E agora é Natal. Então, é tempo de pensar no princípio da igualdade pregada pelo sistema e torcer para que ela se efetive de fato. Precisamos que as alegrias do Natal perpassem os ideais dos políticos, façam com que as autoridades entendam que dignidade se faz com qualidade no trabalho. Que percebam que temos, em nossas mãos, o destino de milhões de crianças e jovens confrontados com os problemas da adolescência, conflitos familiares e a indecisão da fragilidade do mundo conturbado em que vivemos.

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21. Natália Caroline Pereira - Amor

Amor


Minha vida não tinha sentido até que conheci a pessoa que amei, pois o vazio que eu tinha em meu coração foi preenchido aos poucos com um sentimento puro e verdadeiro, não me lembro e nem sei, mas o amor foi crescendo e os sentimentos foram aparecendo com pureza. Cada olhar, a cada beijo, a paixão parecia um conto de fada sem nada errado, mas em uma tarde linda, um acidente trágico aconteceu. O amor foi abalado, acabando com a feliz história de amor.
Mas o sentimento do amor continuou, mesmo com a morte dele. Amei e sempre vou amá-lo, sem apagar todas as lembranças.
Acredito que o amor no início é sempre como num conto de fadas, mas quando os dois vão se conhecendo melhor as máscaras vão caindo. O amor tem vários sentidos bons e ruins. Quem escutou a música do Luan Santana “Amar não é pecado”, por exemplo, vê que ele fala tudo do amor de uma forma linda. Amor é mesmo uma coisa mágica, quem já amou sabe o que ele faz com a gente.

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22. Pedro Henrique P. Rodrigues - O casamento que não existiu

O casamento que não existiu

               
           Era uma vez, numa terra distante, uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima. Um dia ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico.
            Então uma rã pulou em seu colo e disse:
            - Linda Princesa, eu já fui um príncipe muito bonito, uma bruxa má lançou-me um encanto e me transformei nessa rã asquerosa. Um beijo seu e me transformo de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar e ser feliz no seu lindo castelo.
            Ela prestava atenção enquanto ele continuava:
            - A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre.
            Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã, acompanhada por um belo molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
            - Eu, hein? Nem morta me caso com um príncipe desses, que só vá me dar trabalho...
            Dois dias depois a princesa tocou o príncipe de volta no lagou e disse:
            - Você é muito folgado, nem casamos ainda! Se você só quer me dar ordens, volte para o seu lago!
            Assim a princesa viveu feliz para sempre em seu castelo tranquilo, ao lado de sua mãe Jurema.

23. Rene F. M. Junior - Amizades e conselhos de mãe

Amizades e conselhos de mãe

            
               Arrumar amigos não é tão fácil quanto parece, não é simplesmente chegar e dizer “Oi, quer ser meu amigo?” Um amigo se conquista aos poucos, ás vezes essa conquista é rápida, mas é preciso ter muito cuidado em algumas ocasiões, alguém pode querer enganar você, para confirmar uso um ditado que minha mãe sempre diz: “Me diga com quem andas e te direi quem és”.
            Toda vez que cito isso para meus amigos eles ficam rindo na mesma hora, mas nem me importo, ninguém nasce perfeito. Além disso, como diz minha mãe, “cuide com as amizades”.
            Sempre sigo os conselhos dela, afinal ela me carregou por nove meses no seu ventre e merece que eu a ouça e siga seus conselhos.
            Meus amigos pegam no meu pé dizendo:
            - Olha o filhinho da mamãe, vamos dar uma ou tu vai ter que tomar uma mamadeira?
            Eu sempre respondo que é melhor ser “filhinho da mamãe” do que andar por aí sem rumo e com más amizades.
            Amizade com a mãe deveria ser essencial numa família, isso sempre foi assim na minha.

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24. Victória - Amor em tempos modernos

Amor em tempos modernos


           Internet. Essa era a vida da pequena Alice. Era famosa em todas as redes sociais: Orkut, Msn, Tumblr, Facebook, Twitter, My space, Skype... Porém, na “vida real” a coisa era um pouco diferente. Brigava com a mãe, sofria com a ausência do pai, não suportava a existência do padrasto.
            Em uma sexta-feira, como de costume, estava em seu orkut quando um menino a chamou pelo gmail:

Leonardo diz: Oi
Alice diz: Oi, tudo bem?
Leonardo diz: Tudo bem, sim, e contigo?
Alice diz: tudo bem bem ^^
Leonardo diz: desculpa, mas te conheço?
Alice diz: Não sei, foi tu quem me mandou convite...
Leonardo diz: Aé? Nem me lembro, kkk...
Alice diz: kkk. Estuda onde?
Leonardo diz: No Vila, e você?
Alice diz: eu também, de manhã?
Leonardo diz: Sim, que turma?
Alice diz: 107, e você?
Leonardo diz: Bah, eu tô na 104. Como nunca te vi por lá? Eu sempre passo o recreio naquele portãozinho. De lá da pra ver a quadra. Sabe onde é?
Alice diz: Sei sim, eu sempre passo o recreio lá.
Leonardo diz: Nossa, como pode isso? Amanhã no recreio, se tu me reconhecer, vai me dar um oi, ok?
Alice diz: Ok.

Dias se passaram e o encontro não aconteceu. Mesmo assim, passavam horas e horas conversando no msn. Um dia, num dia desses de muita conversa, Leonardo diz à Alice:

Leonardo diz: Bah, hoje não te vi de novo :/  Ainda não sei quem você é.
Alice diz: Sabe aquela menina loira de casaco vermelho? Era eu.
Leonardo diz: É sério? Nossa, eu nunca imaginei que era tu! Bom, agora sei quem tu é  =)

Passaram-se mais dias e dias de longas conversas, já eram melhores amigos quando o inesperado aconteceu: Leonardo pediu Alice em namoro. Sem hesitar, sem nenhuma sombra de dúvida sequer, a resposta de Alice foi direta: Sim.
O final dessa história? Também estou esperando pra ver ;)


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25. Thomas Braga - Nossa vida é...

                          Nossa vida é...


Sou apenas um garoto, errante, como qualquer outro adolescente, já fiz de tudo que se possa imaginar: bebidas, cigarros, drogas em busca de emoção, adrenalina e prazer. Obviamente sei que é errado, mas isso passa conforme a idade. Tenho meus deveres, digo, meu dever, pois atualmente meu único dever é estudar, pois recentemente parei de trabalhar com meu pai e agora estou procurando um novo emprego.
            Afinal, na minha idade gastamos muito dinheiro de sexta a domingo, claro, pois nossa vida se baseia em fins de semana. Digo isso porque durante a semana nós apenas esperamos e planejamos tudo o que faremos, onde iremos, quem vamos encontrar, etc, no final dela.
            De segunda à sexta somos adolescentes com nossos compromissos, mas depois sim é que entramos “em ação”, que vivemos, que nos divertimos. Durante a semana nos preparamos para os planos já feitos, depois do fim de semana normalmente estamos muito cansados e descansamos para fazer tudo de novo e depois de novo, um ciclo que só se acaba quando crescermos (mentalmente), só vamos ver que isso nos prejudicou mais tarde.
            Enquanto isso continuo atrás de um emprego para financiar meus fins de semana. Afinal, nossa vida é baseada neles.

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26. Wagner - Escrever é um mistério

Escrever é um mistério


Estive pensando em como escrever! Contos sobre fadas, duendes, vampiros... ou poemas de amor, de angústia, de ódio, de dor!
Escrever se transformou em uma obrigação, mas... como escrever, quando não há inspiração? Sobre o que escrever, quando sua vontade se limita a não querer? Por que se torna tão difícil fazer com que uma palavra rime com a outra, para que no final de um texto ele não seja apenas um texto, mas uma canção, uma redação, um louvor, um grande poema de amor?!
Por que escrever, se não há quem leia, critique ou adore? Para que se perder em letras minúsculas, se quem lê não entende as entrelinhas?
Escrever é um mistério. Um mundo de pura ilusão! Tenho medo de continuar escrevendo e depois não ver o chão!
Ainda vago pelas letras, esperando a palavra certa, tentando encontrar uma maneira incorreta de deliberadamente apaixonar aquela que se entrega à minha indecifrável canção! Aquela que se delicia com cada letra, cada palavra difundida, num encontro como o da alma e do coração, movida por uma última canção.
Escrever é um mistério, é só o que digo.

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27. Yanca Yasmin da Silva Duarte - Realidade


Realidade


            Já pararam pra pensar que, a cada segundo que passa, a gente morre um pouquinho? E já parou pra pensar que um pouquinho, por mais minúsculo que seja, um dia vai fazer muita falta? Por que eu sei disso? Por experiência própria.
            Um dia eu estava caminhando sozinha pela rua, comecei a pensar em tudo que acontece comigo, tudo o que acontece na minha vida, e aí veio uma coisa na minha cabeça, uma coisa para a qual até agora eu não achei resposta. E quer saber? Acho que a resposta não virá tão cedo.
            Ghandi disse uma vez que “qualquer coisa que você faça é insignificante, mas é muito importante fazê-la, mesmo assim”. Claro que sim, concordo, qualquer coisa é importante, por menor ou mais besta que seja, pois nunca sabemos o que irá acontecer em nosso futuro, melhor fazer agora.
            Nascer, crescer, morrer... A vida não deveria ser assim! Sempre achei que a vida era igual e boa para todo mundo: a gente nascia, crescia e, já muito velhinho, morria. Porém, depois de um acontecimento, minha opinião mudou completamente. Será que a gente tem mesmo uma missão aqui na Terra? Não consigo entender... ela era tão doce, tão pequena, qual terá sido a missão dela aqui, então? Às vezes fico pensando em por que ela morreu tão cedo, ela tinha muito o que viver e aprender ainda. Talvez Deus a tenha levado pois precisava de um anjo bem bom no céu. Agora já fazem oito anos desde que ela se foi... mas, acredite ou não, até hoje ela brilha pra mim todas as noites.
            A resposta que eu quero sei que não é fácil conseguir. Já pararam pra pensar que tudo na vida tem um por quê? Eu já, e é por isso que hoje eu entendo as coisas melhor. Não sei o motivo exato do porquê ela se foi tão cedo, mas hoje sei que algum motivo tem.

Em memória a Etiane Caroline Cabral Duarte
Nascida em 23.03.2000
Falecida em 21.01.2004