quinta-feira, 30 de junho de 2011

1. Bianca Alves - Love?

Love?


             Suzana estava indo trabalhar pela manhã, quando esbarrou com um homem muito atraente. Ele, gentil, disse:
- Desculpe, desculpe mesmo.
- Não, sou eu que me desculpo, está tudo bem!
            Meio tonta ela seguiu seu caminho de sempre, já no trabalho e com mais calma, se deu conta de que tinha trocado o celular com o homem atraente.
“E agora, eu nem sei o nome dele...”, pensou ela. Ligo dentão para o celular “dela” e conseguiu falar com ele. Marcaram de se encontrar no final do dia num para devolverem o celular um do outro.
- Oi! Que confusão, não é?
- É, mas tive muita sorte de ser você!
Totalmente vermelha, Suzana estava admirada com aquele rapaz.
- Nem sei seu nome!
- Meu nome é Pablo, muito prazer.
Naquele momento Suzana sentiu algo mais, estava ficando encantada, interessada por ele.
- Sabe, acho que eu já te vi por aí, você pega o metrô, né?
Então Suzana começou a lembrar dele, ele era um cara normal que ela nunca tinha percebido, pegava o mesmo trem que ela todos os dias.
- Sim, acho que também já te conheço.
- Como esse mundo é pequeno!
- É, vamos beber algo, então?
Ela continuou sua noite com o Pablo, o incrível homem que era um desconhecido que virou conhecido, pois já estava à vontade com ele. Talvez fosse o destino, afinal todos os dias via tantas pessoas e num simples empurrão acabou conhecendo melhor o passageiro que ela via todos os dias. 

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2. Bianca A. Deimling - Indecisão

Indecisão

          
         “Quer um conselho? Não se apaixone”. Esse, talvez, seja o conselho mais difícil a se seguir. Ninguém escolhe se apaixonar, isso é algo que acontece naturalmente.
Mas e se pudéssemos escolher nos apaixonar ou não? O que eu deveria ter escolhido? Nunca ter me apaixonado por você? É, acho que eu nunca deveria ter me apaixonado por você.
As pessoas dizem que o amor machuca. Mas, depois de te conhecer, descobri que são as pessoas que machucam. O amor é só um sentimento, sem culpa pelas atitudes que as pessoas tomam, chamando isso de “amor”.
Então, deveria eu me apaixonar outra vez? Talvez um dia, se eu achar a pessoa certa. Se é que existe isso! Bom, eu só quero achar alguém que me mostre que eu estava errada sobre querer desistir do amor. Porque é o que estou prestes a fazer: desistir! Desistir do amor. Ou talvez desistir de procurar... Eu vou é deixar que me achem. Quem sabe? Algum dia alguém há de me achar. Sem pressa...
Enquanto isso eu preciso apenas aprender a amar. Por que quem poderia me ensinar? Isso é algo que se aprende naturalmente, ou talvez nem se aprenda... Só preciso aprender mesmo é como lidar com essa indecisão. Ela não vai me fazer desistir! 

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3. Byanca Kayser - O dia começa

O dia começa


            O dia começa e eu já penso “vou me atrasar”, mas acabo não me atrasando para a aula. Fato, a escola é muito fria e cheia de gente esquisita, acho que as únicas pessoas “menos esquisitas” são eu e a outra Bianca.  
Os professores são legais, loucos mas esforçados. Ah, já ia me esquecendo do Gustavo, esse é um caso perdido, já chega fazendo bagunça e diz:
- E aí, Bi? – com aqueles cumprimentos de “soquinhos”, cumprimento também dessa forma.
Gosto muito da turma, mas é uma turma bagunceira.
Saindo da escola vou para minha casa, onde passo a menor parte do tempo, chego e meu irmão já grita:
- Tata, Tata! Mãe, a Tata chegou.
Eu fico toda boba e já pergunto:
- Oi vida, tu me ama?
- Sim, eu te amo.
Assim eu ganho meu dia, aí almoço, ele come comigo já pedindo suco, refrigerante e assim vai o meu almoço. Saio para o trabalho, depois passo 30 minutos na parada só para voltar para casa e, quando chego nela, de novo meu irmão vem, dizendo que está com saudades de mim. Tomo banho, janto e ele fica ali “grudadinho” comigo, sempre pertinho de mim.
Assim é meu dia, assim será no outro e no outro.

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4. Bruno


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5. Cassiana Mikaela dos Reis - Escrevendo uma carta pra mim

Escrevendo uma carta pra mim


            Oi, como você está? Conseguiu alcançar seus objetivos, está com um emprego bacana e é feliz?
              Estou escrevendo esta carta para eu ler no futuro e saber como estou, se fiz tudo que falei e escrevi. Sei que quando somos pequenos vemos as coisas de forma diferente, tudo parece ser muito fácil. Só quando crescemos nos damos conta que são mais complicadas do que parecem.
            Tenho 15 anos agora, enquanto escrevo esta carta, pretendo abri-la quando tiver 40 anos. 25 anos terão passado nesse meio tempo... Será que minha vida estará igual? Estarei bem, terei filhos, serei aquela mesma menina risonha, mas no corpo de uma mulher?
            Sei que passarei por muitas crises, isso é normal. A crise dos 40 não é fácil, mas para tudo se dá um jeito... Espero que quando eu ler esta carta eu já tenha perdido esse costume de gritar, mas se não, paciência.
            Sei que a vida não é fácil, mas seja forte e lute pela sua felicidade e nunca se esqueça que sua melhor amiga sou eu! 

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6. Catiele Tais Backaus - Saudades

Saudades


          Hoje senti saudades, saudades de momentos bons, de amigos, de alguém. Penso que não deveria sentir isso, ou não poderia, não sei, apenas senti algo que me perseguiu durante todo o dia, que sempre levará meus pensamentos até você. Senti saudades do que deveria ter feito e sentido um dia, mas não fiz. Lembrei do teu sorriso, do teu cheiro e do teu perfume, que até hoje me persegue! Do gosto da tua boca... Lembrei de como foi confortável ficar com você. Dos momentos, das poucas palavras, das longas conversas no msn – as conversas que marcaram minha vida...!
Como tudo foi tão perfeito – ou como deveria ter sido. Lembrei do teu jeito único de me olhar, lembrei dos maravilhosos sorrisos e gargalhadas que já dei com você! Lembrei dos momentos ruins, das muitas lágrimas que por ti já derramei. E mesmo eu forçando para não sentir saudade... Hoje você me fez muita falta! Mais falta do que já havia feito, ou que algum dia imaginei que pudesse fazer! Não deveria sentir? Não poderia? Não tenho resposta... Apenas senti! Mesmo que amanhã não sinta mais, que depois não exista, que tudo isso passe, hoje eu senti! E mesmo que nunca tenha feito sentido, que nunca faça (apesar de eu acreditar que ainda fará sentido...), eu senti! Eu senti! Não preciso ter vergonha nem esconder. E mesmo que, ainda sim, você acredite que eu não deva u não possa sentir, hoje eu senti. Se foi certo ou não, também não sei. Senti saudade por ter sido bom e ruim ao mesmo tempo. Por ter sido curto e longo. Por ter sido real e imaginário. Por ter sido forte e fraco. Talvez, por ter sido apenas um  momento... Um momento bom que nunca mais vai voltar.
Mas não vou desistir, pois se nada tenho, por tudo lutei. E sem me arrepender no futuro, poderei dizer que tentei. 

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7. Deivid Arthur Gorgel Rosa - O Violeiro

O Violeiro

         
            Um grande sonho de um violeiro era ser famoso e ter uma vida melhor do que a que vivia no momento. Ele morava num velho barraco que servia de pouso para os pássaros que ali cantavam alegremente.
              Largado na vida, ele ganhava seu sustento fazendo shows em bares da cidade todos os dias. Ele saía do seu barraco para tentar mudar sua vida. Num desses dias ele levanta cedo e pensa “mais um dia como os outros”, sai de casa a caminho da cidade para o seu primeiro show do dia, num bar com poucas pessoas. Ele pega sua viola e começa a tocar, uns minutos depois já não tem ninguém no bar, só os garçons que ali limpavam as mesas. Ele pensa “será que é tão ruim minha música?”. Ele para então o show e pede ao garçom que traga uma cachacinha para ele. Tomou a primeira e não parou mais, e ali ficou até fechar o bar.
             Quando chega o final da tarde, hora de fechar o bar, ele volta para casa, refletindo sobre sua vida, pensa “para que melhor do que a vida que tenho humildemente? Não preciso de sucesso para ser feliz” e segue assim rumo ao seu barraco.
           Chegando em casa, vê o quanto é bom morar ali, os pássaros cantando e os animais que ali se acomodam. Então, como hoje e sempre, nada melhor do que viver em paz e feliz com o que se tem. 

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